O recente artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre livro do sociólogo francês Alain Touraine é um sinal de novas tendências no campo doutrinário do chamado novo liberalismo.
Ao lançar as bases do que propõem como paradigmas da política e da moral pública, FHC e Touraine indicam os caminhos que o pensamento hegemônico da nova ordem mundial deve tomar e as premissas ideológicas hasteadas pelo capital financeiro internacional.
Fernando Henrique afirma, em primeiro lugar, que daqui para a frente o confronto central da civilização será entre o mundo do lucro e a defesa dos direitos humanos, do individualismo com responsabilidade social.
Mas isso aponta para a tentativa de se rebaixar, teoricamente, ou esconder os fatores econômicos nos destinos das sociedades e dos indivíduos.
O ex-presidente-sociólogo argumenta que os partidos políticos teriam perdido a sua lógica e razão de existir e deveriam ser substituídos por outras formas de organização, que seriam consagradas por uma suposta Nova Era das sociedades – onde os conceitos da “pós-política” e da “pós-economia” devem conduzir o futuro da humanidade.
É importante frisar que essas ideias não são originais, tanto no âmbito da História quanto no pensamento político, e estão em moda, nesses últimos vinte anos, via complexo midiático hegemônico internacional como propaganda ideológica de desestímulo à participação popular nos destinos políticos das nações – que também promove intensamente o engajamento das pessoas em causas fragmentárias, tópicas, atomizadas, especialmente por meio das ONGs, que são, em última instância, um sub-produto do neoliberalismo, cujas origem e essência residem na ideia da fragilização do caráter estratégico do Estado nacional.
O que aparece, na verdade, como novo é a negação explícita à existência dos partidos políticos, além da tentativa de criminalização da ciência econômica como instrumento fundamental para compreensão dos mecanismos das sociedades e, por conseguinte, dos caminhos para a sua transformação.
Assim é que surge agora a apologia de uma espécie de Nova Inquisição contra o pensamento científico. E, com a falência generalizada da nova ordem mundial, das agremiações neoliberais ortodoxas mundo afora, já se pensa abertamente em doutrinas que justifiquem o retorno dos regimes autoritários como freio ao crescimento das nações e às lutas dos povos.
vida depende do seu voto” Eleição de Dilma Rousseff será “um risco, um desastre”, afirmou Deputado pró-vida Luiz Bassuma BRASILIA, 30 Abr. 10 / 07:31 pm (ACI).- A Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto no Congresso Nacional e o Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto lançaram hoje a campanha “A vida depende do seu voto”, durante o 3º Encontro de Legisladores e Governantes pela Vida, realizado na Câmara. O evento foi promovido pela frente parlamentar, que reúne atualmente mais de 200 integrantes.
A presidente do movimento, Lenise Garcia, disse que o objetivo é obter um compromisso contra o aborto, registrado em cartório, dos candidatos ao Executivo e ao Parlamento, nos níveis federal e estadual. Essas informações serão colocadas na internet, repetindo estratégia adotada em 2006 e 2008. Segundo Lenise Garcia, isso é importante porque o aborto tornou-se um tema mundial. “A América Latina vem segurando a ‘onda abortista’, o que pode permitir ações que façam recuar as leis adotadas em outros países”, afirmou Garcia.
O vice-presidente da Frente Mundial de Legisladores e Governantes pela Vida, o deputado Luiz Bassuma (PV-BA) destacou a relação da campanha com as eleições, em particular com a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Se o Brasil não legalizou o aborto até hoje, é porque Lula se manifesta pessoalmente contra”, disse, ressaltando que, ao mesmo tempo, o presidente autoriza que o governo dê manifestações a favor da descriminalização no País.
“Já a eleição de Dilma Rousseff será um risco, um desastre”, afirmou Bassuma, aludindo à ex-ministra-chefe da Casa Civil, candidata do PT à Presidência. O deputado João Campos do PSDB(GO), citou o candidato do seu partido, principal concorrente de Roussef: “Não se trata só da Dilma, é preciso conhecer o que pensam todos os candidatos, inclusive José Serra”, comentou.
O deputado Dr. Talmir Rodrigues (PV-SP), que presidiu a mesa de abertura do encontro, lembrou que o artigo 5º da Constituição assegura o direito à vida. “O deputado Ulysses Guimarães dizia que, para permitir o aborto no Brasil, seria necessário rasgar a Constituição”, afirmou Dr. Talmir, citando o presidente da Assembléia Constituinte de 1988, falecido em 1992.
Também estiveram presentes o encontro representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além de integrantes do Movimento Brasil sem Aborto .
Escrevi aqui outro dia que, Dilma Rousseff, quando pertencia a grupos clandestinos, devia se encarregar de assuntos lítero-musicais, já que assegura não ter participado de nenhuma das ações armadas das três organizações terroristas que integrou: Colina, VAR-Palmares e VPR. Também deve ter lido a Bíblia com afinco naqueles tempos, daí a insistência em acusar a oposição de “lobos em pede de cordeiro”. Na, vá lá, “entrevista” concedida ontem ao tal Datena, da Band, a pré-candidata petista mostrou o que sobrou de tanta reflexão religiosa… Já chego lá. “Calma, Vanda!” Antes, quero lembrar aqui um bate-papo descontraído que Carlos Minc andou mantendo com os descolados do Rio. Segundo o ex-ministro do Meio Ambiente, quando Dilma, à frente da Casa Civil, ficava muito brava e dava murros na mesa, ele conseguia apaziguá-la dizendo estas palavras mágicas: “Calma, Vanda, calma!!!” Huuummm… “Vanda” é um dos nomes que Dilma teve na clandestinidade. O ex-ministro, diga-se, chegado a um verde, que hoje abraçaria troncos de árvore com emoção, já foi menos doce com pessoas. Será ele um lobo em pele de Minc (não resisti)?
No dia 31 de março de 1969, a Vanguarda Popular Revolucionária assaltou o banco Andrade Arnaud no Rio. Os terroristas mataram um inocente, o comerciante Manoel da Silva Dutra. Minc fez parte da operação. Dilma jura que não. Então fazia o quê? Estudava religião!!! É a conclusão a que cheguei vendo o trecho abaixo da entrevista a Datena. O trecho que interessa vai de 1min20s a 2min8s. Advirto: trata-se de uma cena forte. Reproduzo trecho da fala por escrito depois:
DATENA - Não sendo nem um pouco criativo, quando fizeram aquela pergunta pro Fernando Henrique, ele demorou três horas e meia para responder… A senhora acredita em Deus? DILMA – Olha, eu acredito numa força superior que a gente pode chamar de Deus. Eu acredito e… E acredito, mais do que nessa força, se ocê (???) me permitir, acredito na força dessa deusa mulher que é Nossa Senhora. DATENA - Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de uma forma geral (!!!)… DILMA - Todas essas múltiplas Nossas Senhoras (!!!) que existem por esse Brasil afora: Nossa Senhora das Dores, das Graças, Aparecida… DATENA – Porque no fundo, no fundo, elas representam é… DILMA - Nossa Senhora da Boa-Morte… DATENA - No fundo, no fundo, Nossa Senhora representa a força que a mulher brasileira tem, né? DILMA - Representa isso, eu acho, e representa uma coisa que todo mundo precisa: misericórdia. Ela representa muito isso. Proteção! Todo mundo precisa. Comento
Começarei pelo aspecto mais, bem…, bizarro da resposta. Pode ser chato, mas nem a VPR teria mudado isto caso tivesse conseguido implantar a ditadura comunista e atéia no Brasil: as religiões monoteístas têm apenas um Deus. Assim, Nossa Senhora não é uma “deusa mulher” porque inexistem deuses e deusas no catolicismo — na verdade, no cristianismo. Só existe “Deus”, que se expressa nas três Pessoas da Trindade. O catolicismo reconhece a existência de santos — e Maria, a “Nossa Senhora”, está entre eles, recebendo denominações distintas de acordo com os locais de aparição ou com o tipo de culto que se faça à santa. Com alguma graça, poder-se-ia dizer que o Deus cristão é, sim, Três em Um, mas Nossa Senhora é Uma em Uma em suas várias manifestações.
O diálogo, como se estabelece num nível elevado, inclusive o teológico, permite que Datena indague em qual Nossa Senhora em particular ela acredita, incluindo uma nova: a “Nossa Senhora de Uma Forma Geral”. E a sapientíssima fala das “múltiplas Nossas Senhoras Brasil afora (sic). E quais são elas? A das Graças (França); a da Boa Morte (Portugal) e a Das Dores, que já era cultuada na Alemanha no século 13… Datena, que só perdeu em cultura religiosa para a entrevistada, arrematou: “No fundo, Nossa Senhora é a força da mulher brasileira”. Ô!!! Maria nasceu em Garanhuns!
Vamos agora ao comentário do petistíssimo apresentador sobre FHC. A pergunta a que ele se refere tem autor: Boris Casoy, seu colega de emissora, que ele não listou entre os jornalistas de valor da casa. O então candidato a prefeito de São Paulo não pagou o mico que paga Dilma, afetando uma crença que não tinha. Jamais chamaria Nossa Senhora de “deusa”. Disse que respeitava a religião dos brasileiros, mas não fingiu ser o que não era para ganhar votos.
Nossa Senhora? Então Dilma se declara “católica”. Lembro aqui duas afirmações que revelam essa intimidade com o catolicismo, extraídas de uma entrevista à revista Marie Claire:
- Abortar não é fácil para mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização.
- Fui batizada na Igreja Católica, mas não pratico. Mas, olha, balançou o avião, a gente faz uma rezinha”.
Dilma é a católica que chama Nossa Senhora de “deusa”, que defende a legalização do aborto e que reza quando balança o avião. Daí seu Deus ser aquela tal “força superior” — ela pode estar confundindo com Lula…— na qual credita. Mas acredita mais ainda na “Deusa mulher”…
A Dilma que dá murro na mesa é mais autêntica, creio. Forçar esse figurino descontraído, “humano”, vai funcionar (ver post abaixo)? Não sei. Talvez os marqueteiros devessem deixar a candidata um pouco mais à vontade. Minc poderia acompanhá-la Brasil afora. Ao menor sinal de perda de controle, ele diria: “Calma, Vanda, Calma!!!” FONTE – REVISTA VEJA
Líder supremo do Irã acusa EUA de serem potência nuclear "criminosa"
De Agencia EFE
Teerã, 20 abr (EFE).- O queda-de-braço entre Irã e os Estados Unidos sobre o polêmico programa nuclear iraniano ficou mais intenso neste sábado, durante a abertura de um fórum internacional sobre desarmamento no qual Teerã responsabilizou Washington pela corrida armamentista nuclear e pediu uma reforma no sistema internacional.
Em uma aparente resposta à conferência mundial convocada nesta semana pelo presidente americano, Barack Obama, o regime iraniano reuniu 30 países para sugerir a criação de um "grupo independente" com plenos poderes nas Nações Unidas, que dirija e controle o desarmamento nuclear do mundo.
Além disso, defendeu a reforma do "injusto" Conselho de Segurança da ONU, a revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) e a saída do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) dos países que tenham utilizado armas nucleares ou ameacem a fazê-lo.
O principal destinatário da mensagem era os EUA, nação a qual o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acusou no sábado de ameaçar a segurança nuclear mundial.
"Os EUA são o único país do mundo a utilizar armas nucleares e ameaça a voltar a fazer o mesmo", afirmou Ahmadinejad, em alusão aos bombardeios americanos sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial.
"O uso das armas nucleares é a principal razão da corrida nuclear. Os países que possuem armas nucleares são os mesmos que levam outros a proliferar", acrescentou o líder, que acusou Washington de possuir "a metade das armas nucleares existentes no mundo" e de ter ajudado a Israel a obtê-las.
Ahmadinejad também se dirigiu a outros países, como Brasil e Turquia, que expressaram tanto seu apoio ao desenvolvimento pacífico do programa nuclear iraniano quanto sua ambição de renovar o equilíbrio mundial que emergiu da Segunda Guerra Mundial.
Na busca de aliados sólidos, o líder iraniano criticou com dureza a ONU, a qual acusou de ter fracassado em sua missão de manter a paz no mundo, e pediu a reforma do "injusto e antidemocrático sistema de veto" do Conselho de Segurança, o que também é desejado por outros estados.
Ahmadinejad sugeriu que o mecanismo seja anulado ou que se estenda a países tanto da América Latina quanto da Ásia.
"As guerras, as agressões, a ocupação, as ameaças, as armas nucleares, as armas de destruição em massa e as políticas expansionistas de certos países ameaçam a segurança internacional e regional", ressaltou.
Em defesa de seu controverso programa nuclear e do fim da atual ordem mundial, o líder iraniano criticou a estrutura da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e apostou pela revisão do TNP, do qual seu país é signatário.
Grande parte da comunidade internacional, com os Estados Unidos na liderança, acusa o Irã de ocultar, sob seu programa civil, outro de natureza clandestina e ambições bélicas cujo objetivo seria a aquisição de um arsenal atômico, alegação negada por Teerã.
Meses atrás, a AIEA elaborou um relatório no qual assegura que não pode confirmar a possível vertente bélica do programa iraniano, mas também não consegue responder totalmente às dúvidas sobre a finalidade do mesmo.
Os EUA tentam pactuar novas sanções contra o regime iraniano para frear suas ambições nucleares, medida que, por enquanto, foi recebida com reticência por alguns países, como a China.
Ahmadinejad voltou hoje a acusar a AIEA de nunca ter redigido um relatório sobre o programa nuclear americano e de "nem tem a intenção de fazê-lo".
"Esperar que os países que tem direito de veto e são ao mesmo tempo os maiores vendedores de armas nucleares mantenham a segurança e desarmem outros não tem lógica", disse o líder, em aparente resposta às conclusões da conferência de Washington.
Por isso, o presidente iraniano sugeriu a formação de "um grupo independente de países", com plenos poderes outorgados pela Assembleia Geral da ONU, que dirija e supervisione a destruição do arsenal nuclear mundial.
"A grande mentira do Ocidente é ter equiparado a energia nuclear, limpa e barata, com as perigosas armas atômicas, e ter aproveitado desta falácia para pressionar outros países e monopolizar o uso da energia nuclear", destacou.