quarta-feira, 5 de maio de 2010
Pedofilia e homossexualismo na Igreja: Por Pe. Leonardo Holtz Peixoto
Segue abaixo o texto pecioso de um sacerdote santo: Quão maravilhoso seria o mundo se pelo menos metade dos mais de 400 mil padres católicos fossem assim, pensassem e agissem da forma como este texto sintetiza. Como não adianta chorar sobre leite derramado, vamos é rezar para que não fique pior.
O artigo trata do tema ainda candente – mas já morrendo – da questão da tal de “pedofilia” no clero. De fato temos aqui um artifício diabólico, arquitetado pela mídia de satã, porque na realidade o problema gravíssimo neste caso não é a pedofilia, ou a efebofilia, mas sim o homossexualismo.
Ora, se eles publicamente usassem a palavra “homossexualismo” para acusar os padres, estariam condenando também os milhões de homossexuais não sacerdotes, ou seria dois pesos e duas medidas. Assim fazem o mundo enfurecer-se contra a Igreja e os padres, enquando os bandidos de satanás continuam livres para seu desvario, sua loucura. Somente Lúcifer teria um idéia tão maligna.
Assim, no artigo que segue, este sacerdote coloca em síntese tudo aquilo que nós temos alertado através dos anos. Parece que ele acompanha nossas páginas. Leia, que vale a pena! Dai pode traçar um parâmetro de como seria o mundo, e a verdadeira Igreja de sempre.
Quo Ibimus?
(para onde iremos?)
Pedofilia e homossexualismo na Igreja
Por Pe. Leonardo Holtz Peixoto
Nestes últimos dias a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo tem sido, mais uma vez, vítima do sensacionalismo midiático. Sabemos que escândalos existem e, infelizmente, dentro da Santa Igreja inclusive. Mas isso não deveria ser novidade para ninguém, uma vez que o próprio Nosso Senhor declarou no Evangelho: “Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa!” (Mt 18,7). A pedofilia é, deveras, uma vergonha! É um pecado que brada aos céus além de crime. Violar ou violentar uma criatura tão pura como uma criança é um absurdo!
Mas já que a palavra em voga é CONDENAÇÃO, é aqui que eu também condeno essa sociedade moderna por HIPOCRISIA. Vestir seus filhinhos como pequenos adultos não seria também uma forma de violar a inocência pueril? Permitir que eles assistam a determinados programas como as novelas do horário “nobre” ou o BBB (que torna os que o assistem Bestiais, Boçais e Baldados…) não seria também uma forma de violar a inocência? Menininhas altamente pintadas, usando esmaltes e vestidinhos ousados… crianças falando palavrões e gírias obscenas.
As crianças de hoje sabem letras de músicas (se é que se pode chamar aquilo de música) que só de pensar sinto vergonha. E os pais? Riem e acham engraçadinho. Incentivam. Os que incentivam tal tipo de comportamento, que deturpa e degrada a pureza da infância, são os mesmos hipócritas que amanhã querem acusar e condenar o Papa pelos erros dos outros! Se a sociedade está do jeito que está, lembremo-nos: fomos NÓS que a fizemos assim!
Hoje um(a) jovem de 12, 13 anos tem mais malícia que eu! Ai minha santa infância! Como eu dancei ao som de “Balão Mágico”! Aos 12 anos eu ainda jurava que Papai Noel e Coelhinho da Páscoa existiam; eu discutia e brigava feio com quem afirmasse o contrário. Aos 15 anos eu ainda sentava no chão depois do colégio para montar Lego! E como eu gostava de ver o Jaspion[1] na TV Manchete! Eles hoje sabem de muito mais coisas que eu nessa idade.
Não estou aqui defendendo nem encobertando erros como o do Monsenhor de Arapiraca, mas daí aquele jovem de 19 anos de idade dizer que sentia nojo de estar na cama do sacerdote é um pouco demais. Tenha paciência! Em primeiro lugar alguém com 13 ou 14 anos já sabe o que é certo e errado, que se dirá de um homem de 19 anos! Além do mais não vi nenhuma cara de insatisfação por parte do jovem em questão no vídeo que assisti quando ele estava em suas práticas com o sacerdote.
Coitadinhos dos adolescentes de hoje! São tão inocentes! Ser virgem hoje é cafona! E essas “pulseirinhas da amizade” coloridas? Uma graça não é? Mas quando arrebentadas dão o direito àquele que a arrebentou a fazer diversas coisas. Cada cor corresponde a uma ação que vai desde um selinho ou uma passada de mão à sexo oral! Quanta inocência! Afinal isso é que é cultura! É isso que eles estão aprendendo na escola. Até porque se não aprenderem a matemática ou a química, não tem problema algum: o governo garante a eles a aprovação automática! E eles serão nossos médicos, engenheiros, psicólogos de amanhã. Quem sabe um deles não vire presidente, não é mesmo companheiro leitor?
Mas voltando ao problema da crise na Igreja, qualquer pessoa sensata sabe que tal crise nem de longe está relacionada à pedofilia. Ou será que a pedofilia é MONOPÓLIO da Igreja Católica? Culpam o celibato. E os senhores e senhoras, chefes de família, com filhos, que não são celibatários, ou seja, que praticam sexo e que cometem a pedofilia? Seria isso também culpa do celibato e da Igreja? E os turistas internacionais que compram pacotes de viagem para o Nordeste brasileiro, com jovens menores já inclusas no seu pacote de férias, alimentando assim o turismo sexual, isso também é culpa da Igreja? Mas a mídia explora esses casos? Ah… não! Atacar a Igreja dá mais ibope, aumenta a audiência e vende mais jornais e revistas.
Não creio que o problema da Igreja e do clero hoje seja com a pedofilia, mas sim com o homossexualismo. Aqui esbarramos mais uma vez na HIPOCRISIA da sociedade hodierna. Vivemos numa sociedade que faz apologia ao homossexualismo; que ensina aos nossos jovens desde cedo que ser “gay” é normal; numa sociedade onde se o reitor de um seminário expulsar o candidato ao sacerdócio (seminarista) por ser homossexual ele pode ser preso! Numa sociedade que ostenta seu orgulho “gay” em paradas.
Não é irônico que a sociedade que defende o homossexualismo, seja a mesma sociedade que quer condenar um padre por ser homossexual? Não faço aqui nenhuma apologia ao homossexualismo eclesiástico, só quero levantar o seguinte questionamento: que moral tem essa sociedade INÍQUA para condenar um padre que tenha uma fraqueza ou uma inclinação dessa natureza?
É engraçado. Dizem por aí: “o padre é um homem comum como qualquer outro”. Pois é, só que quando ele faz as coisas que um “homem comum” faz, logo os hipócritas de plantão se erguem ardilosamente prontos para condená-lo.
O mundo perdeu a fé! Bem disse Jesus: “Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Lc 18,8). Desde quando o sacerdote era tratado como um homem comum? Em parte isso é culpa da própria Igreja! Jesus fundou a Igreja e a deixou no meio do mundo, não para ela se conformar ao mundo (“Não vos conformeis com este mundo” – Rm 12,2), mas para Evangelizá-lo, ensiná-lo, orientá-lo. Numa tentativa de “dialogar” com o mundo em constante mudança o que a Igreja ganhou com isso? A Igreja cedeu e cedeu muito para se aproximar do mundo moderno. Escancarou as portas e deixou a mundanização entrar. E o mundo cedeu o que para a Igreja? Nada! Absolutamente nada!
Diziam que a Missa em Latim afastava o povo. Um padre de costas, rezando numa língua que ninguém sabe; isso precisava mudar, pois afastava o povo da Igreja. Ironicamente os jovens de hoje cantam em inglês, desenham ‘mangás’[2] e tatuam letras japonesas e sei lá mais o que pelo corpo, e não tem problema nenhum com isso. Mas coitadinhos! Eles tem problemas em aprender o Latim e o Canto Gregoriano. Realmente é muito mais difícil dizer a Salve Regina do que listar todas as ‘digievoluções’ dos Digimons[3] ou quantos tipos de Zords[4] diferentes tem os Power Rangers[5].
Mudaram a Missa para atrair mais fiéis. Ganhamos o que com isso? Uma evasão tremenda! O Mundo era Católico. Agora há uma proliferação de seitas diferentes a cada dia que passa. O padre agora tem que sambar no altar, porque Missa boa é a Missa que é animada. E a Missa, em muitos lugares, virou forró!
O Sacerdote usava sua batina. Ao longe já se sabia: vem o padre aí! Um missionário de Deus. As crianças acorriam ao bom sacerdote para pedir a bênção e ganhar um santinho ou uma balinha. Não que a veste mude o caráter de ninguém, mas como ele estava OBRIGADO a usar aquele roupão preto em TEMPO INTEGRAL, creio que isso o obrigava a pensar duas vezes antes de se comportar levianamente ou freqüentar determinados lugares. Mas alguém achou que um padre de batina ficava “muito distante do povo”.
O padre precisava ser mais acessível para que as pessoas sentissem que o padre é humano como elas. EIS O RESULTADO: o padre moderno retirou a batina e deixou aflorar a humanidade: com isso ele se aproximou dos fiéis. Alguns levaram ao pé da letra e se aproximaram demais, se é que me faço entender. Os padres modernos saem pra boates, bares, shows… fumam, bebem… porque a SOCIEDADE HIPÓCRITA reclama do que está acontecendo? Não foi ela mesma que pediu que os padres fossem mais “acessíveis”?
Ta aí! Estão todos acessíveis! Até eu tirei a minha batina. Acharam que eu parecia muito arrogante e antiquado usando minha batina preta e meu barrete. “Ninguém mais usa isso, você vai ser o único diferente no meio dos padres”, me disseram. Sofri deboches, comentários depreciativos, perseguição e até ameaça de não ser ordenado padre por causa da minha batina e do meu gosto pela Missa Tradicional em Latim.
Usar batina e rezar em latim não pode. Mas freqüentar lugares impróprios para sacerdotes, ser pedófilo ou homossexual ou, quem sabe, comprar um imóvel de 2 Milhões de Reais, desnecessariamente, desfalcando o caixa da Arquidiocese isso pode? Irônico não? Fui chamado de louco por usar uma batina. Quem está louco agora?
Muita coisa mudou… o mundo mudou… a Igreja mudou! O respeito ao Sagrado era impecável. As senhoras de saias comportadas e véus. Os senhores usavam ternos ou roupas sociais para a Missa. Hoje elas se despem cada vez mais e eles vão de hawaianas e bermudas para a Missa. A desculpa é o calor. Só o povo sente calor não é mesmo? O padre tem que estar coberto com todos os paramentos e celebrar assim mesmo, mas o povo, coitado, sente calor.
O espírito de sacrifício, de mortificação morreu. Hoje todos querem o bem-estar!
Oferecer a Deus o cansaço, o calor, ou qualquer incômodo em espírito de sacrifício e renúncia? “Ah isso é coisa da idade média!” é o que dizem. Por isso vivemos num mundo DOENTE! Essa sociedade está na UTI! Vivemos num mundo de almas tíbias! Não são capazes de nenhum tipo de mortificação! Por isso até a Missa tem que se tornar agradável ao público, como se fosse um espetáculo de circo. Quando isso acontece Deus deixa de ser o centro da liturgia e o homem assume esse lugar: “o homem é deus para o homem” (Ludwig Feuerbach[6]).
E o silêncio e o respeito pelas coisas sagradas, por onde andam? A Igreja hoje se transformou num clube social. Um local de encontro semanal para se “colocar as fofocas em dia”, tomar conta da vida alheia, ou qualquer outra atividade, menos para rezar. Duvido que se ouvia um “pio” sequer no interior de uma Igreja antigamente. Hoje parece uma feira. É um falatório interminável dentro dos nossos templos antes e depois das Missas.
Alguém sabe de cor os cantos antigos? Uma ladainha? Todos os católicos de hoje sabem rezar um terço de cor ou a oração do Ângelus? Não! Mas o que aconteceu no capítulo da novela de ontem, sabem na ponta da língua.
A Eucaristia, o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor eram tratados com dignidade. O Sacrário ficava no centro da Igreja, no altar. Hoje Jesus foi retirado para uma capela lateral. Sua presença no centro das igrejas impedia o povo de conversar. Era preciso colocar Deus numa capela lateral para dar mais espaço para o homem. Claro é mais fácil retirar o sacrário do que educar, catequizar, doutrinar.
A comunhão era recebida de joelhos. Por motivos óbvios! Diante de Deus, a melhor atitude é a de adoração. No Antigo Testamento, ao simples som do nome de Deus, os israelitas já se prostravam com o rosto em terra. Nós que temos a presença do próprio Deus Vivo, na Eucaristia, o recebemos de pé, e pior: nas mãos!
O zelo pelas coisas de Deus era impressionante. Numa época considerada “atrasada” como a Idade Média, por exemplo, foram construídas maravilhas de templos como Chartres ou Notre Dame. Hoje com toda nossa tecnologia, arquitetura e engenharia se fazem igrejas cada vez mais feias. O mesmo vale para os paramentos, que passaram dos brocados e rendados ao liso-sem-graça; até os vasos sagrados sofreram perdas: os cálices modernos são os mais feios possíveis. Porque essa derrocada na arte litúrgica?
A desculpa é a mesma sempre: “Jesus foi simples, então temos que fazer coisas simples”. Bobagem! Jesus também foi judeu, e nem por isso somos judeus. Isso é falsa humildade! Demagogia! Muitos que falam essa frase ensaiada e pronta “Jesus foi simples” são os primeiros a terem o carro do ano e a viajarem todo ano para a Europa. E os que não fazem isso só não o fazem, por que não tem condições, pois se um dia tiverem farão o mesmo.
Ou seja, para SI o melhor, mas pra Deus, o que for mais simples. A liturgia DEVE ser ESPLENDOROSA SIM, porque é feita para o Rei dos Reis! Tem que se usar sedas e brocados mesmo! Tem que se usar ouro sim! Os melhores incensos também! É uma manifestação de fé. Tratar a liturgia de qualquer maneira passa para os outros (quem não é cristão) uma imagem de desleixo, mostra que nem sequer acreditamos no que celebramos. Aliás, será que os cristãos de hoje – o clero inclusive – acredita mesmo no que celebra?
Enfim, adianta agora reclamar do que está acontecendo na Igreja e no mundo? Ou será que pensamos que a “crise da Igreja” começou agora com os casos de pedofilia? A crise já existe há muito tempo! Ela foi instaurada nos anos 60 e fomos nós (Igreja) que a alimentamos. Agora sofremos as conseqüências. Com razão o Papa Paulo VI afirmou:
“Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus. […] Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos distanciamos sempre mais dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de aterrá-los. Como aconteceu isso? Confiamo-vos um Nosso Pensamento: houve a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o Diabo”
(Paulo VI, Discurso em 29 de Junho de 1972)
Nestes tempos de trevas, só uma palavra tem me alimentado a esperança: “et portæ inferi non prævalebunt adversum eam” – “e as portas do inferno não poderão vencê-la” (Mt 16,18).
Senhor, tende piedade de nós e aumentai a nossa fé!
Rio de Janeiro, 23 de Abril de 2010
Festa de São Jorge
[1] Seriado Japonês famoso nos anos 80.
[2] ‘Cartoons’ (desenhos) típicos do Japão.
[3] Desenho animado Japonês, sucesso entre os jovens.
[4] São robôs gigantes, utilizados para batalhas num seriado Estadunidense famoso.
[5] Seriado Estadunidense popular entre as crianças e os adolescentes.
[6] Filósofo Alemão, 1804-1872.
FONTE
terça-feira, 20 de abril de 2010
O Papa chora – as profecias começam a se cumprir
Entretanto, por um tempo, o anticristo, como está em Daniel 11, 32 Submeterá, com suas lisonjas, os violadores da aliança, mas a multidão daqueles que conhecem seu Deus manter-se-á firme e resistirá. 33 Os homens doutos desse povo instruirão um grande número; mas, durante algum tempo, perecerão pela espada, fogo, cativeiro e pilhagem. 34 Enquanto forem caindo dessa maneira, serão um tanto amparados; e um bom número unir-se-á hipocritamente a eles. 35 Muitos desses sábios sucumbirão, a fim de que sejam provados, purificados e branqueados até o termo final; ora, esse final só chegará no tempo marcado.
Estas explicações em parte já se encontram no nosso livro A CAMINHO DO FIM, mas volto a reforçá-las. Daniel é um profeta para o nosso tempo. Neste texto acima ele nos avisa que o anticristo virá com lisonjas, mentiras, e cativará muitos cardeais e bispos e os submeterá ao seu serviço, eis os violadores da aliança. Hipócritas, que hoje se mostram vistosos diante do mundo, mas já estão firmemente presos pelas garras de satanás. Isso acontece já hoje a olhos vistos. O que está acontecendo também com a Igreja, senão a purificação e o branqueamento dela, senão também a nossa purificação que se dará por algum tempo, porque isso não durará por muito tempo. Nós devemos estar preparados para enfrentar ainda muitos rigores, porque pela mesma trama passou Jesus e tudo se repete, com a Igreja e com cada um que quer se manter fiel.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Religiosos denunciam campanha contra o Papa após escândalos
O jornal oficial do Vaticano, o Osservatore Romano, na edição de domingo, critica “os ataques caluniosos e a campanha de difamação construída em torno do drama dos abusos cometidos por padres”.
Sob o título “Uma propaganda grosseira contra o Papa e os católicos”, a publicação cita “as mensagens de solidariedade a Bento XVI que chegam do mundo inteiro”, nas quais “diversos bispos expressam apoio ao Papa por suas ações a favor da verdade e pelas medidas tomadas para evitar uma repetição desses crimes”.
O jornal cita em particular o cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris, que durante a missa da Quinta-feira Santa denunciou “uma ofensiva que tem como objetivo desestabilizar o Papa e, através dele, a Igreja Católica”.
Apontou particularmente a “imprensa audiovisual que celebra a Páscoa da sua forma, concentrando durante a Semana Santa as críticas contra a Igreja e à fé cristã”.
O jornal do Vaticano cita também o teólogo e poeta monsenhor Bruno Forte, arcebispo de Chieti (Itália), que antevê uma “escalada da cristianofobia, preconceitos e “ataques injustos” contra a Igreja que está “instrumentada, inclusive quando enfrenta corajosamente temas como o dos abusos promovidos por pedófilos”.
Na Rádio Vaticano, o cardeal Severino Poletto, arcebispo de Turim, onde o Santo Sudário será exposto a partir de 10 de abril, indignou-se neste sábado com a tentativa de “afetar a grande figura intocável de Bento XVI, que sempre foi claro e intransigente sobre esses temas”.
Além disso, a imprensa vaticana cita diversas declarações, como a do chefe do Episcopado espanhol, de arcebispos do México e de Lima, como também do cardeal e arcebispo de Edimburgo, entre outros lugares.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Pedófilos – Quem?
Abaixo seguem dois artigos, muito ponderados, sobre a questão da pedofilia, tão em voga hoje na mídia. O segundo é um artigo insuspeito, porque parte de uma pessoa que se diz agnóstico, portanto não acredita em Deus, como creria numa Igreja? Mas vem em defesa dela… Coisa que poucos católicos fazem!
Como já coloquei em outros artigos, o que acontece aqui é um escandaloso cinismo, repugnante, maquiavélico e ordinário, de pessoas que merecem exatamente os mesmos epítetos: repugantes, maquiavélicos, ordinários… Há aqui milhões de dedos sujos, apontando nos outros os crimes que eles mesmos praticam. Bradam e berram não em proveito coletivo e da moral, mas sim para afastar os concorrentes.
Ninguém defende aqui os escândalos da pedofilia e do homossexalismo, e muito menos entre os padres da nossa Igreja. Entretanto vejam, tanto os pedófilos, quanto os homossexuais, se calam ardilosamente quando se trata de defender o outro lado, enquanto bradam blasfêmias quando se trata dos civís. E claro, não defendo nem um nem outro, muito pelo contrário. Pecado é pecado, e estes dois são tão horrendos que nem os demonios o conseguem presenciar.
Cinismo hediondo, quando sabemos que milhões de crianças são violentadas em todo mundo, dentro de suas casas, vítimas silenciosas – e silenciadas sob todo tipo de ameaça – dos próprios pais e mães, tios, parentes, primos e sobrinhos. O que acontece numa favela onde dormem 10 ou 20 pessoas num cubículo de menos de 10 metros quadrados, casais transando no meio das crianças? Se isso tudo fosse revelado, o mundo inteiro tremeria escandalizado. Mas disso ninguém fala.
Noutro dia, um funcionário do Congresso, me falou que é inimaginável a cadeia de escândalos neste sentido, que acorre lá nos altos escalões. Não é a toa que de lá pugnam tanto por estas leis do pecado, e quando falam em pedofilia – algo que nao chega talvez a 10% do total destes escândalos – é justamente para esconder a avalanche que segue na linha do homossexualismo, do adultério e de todo tipo de crime e de pecados contra o sexto mandamento. Igual problema acontece na mídia, na TV, que no fundo trabalha a favor disso tudo.
Verdade é que, calam-se convenientemente muitos pastores, rabinos, e líderes religiosos de mil congregações, quando dentro de seus quadros a praga é a mesma e quiça com maior intensidade. E que se dirá da academias, fisiculturismo e outras práticas, onde prolifera a promiscuidade? Mas de todos os lados partem pedradas, e a vidraça é uma só: a da Igreja Católica! Querem fazer crer que é só na Igreja que isso acontece, o que é regpuganante.
Pois bem, duas coisas: 1ª Deus sempre tira uma obra boa, de uma ação torpe do diabo, ele que está por trás de tudo isso! 2ª – Enquanto os cães ladram, a caravana passa, diz o ditado. Quero dizer: enquanto os outros atiram pedras na Igreja, ela se purifica, tira fora os podres, livra-se da lama e se prepara para a última tempestade. Que quando chegar, encontrará esta camarilha de atiradores de pedras, todos afundados até o pescoço na lama onde já chafurdam.
Por isso gritamos daqui: Viva Sua Santidade o Papa Bento XVI. O sorriso com que ele enfrenta esta camarilha, basta para sentir sua firmeza, e o consciência que ele tem do fim destes verdadeiros bandidos. Seus profundos conhecimentos da Igreja, da sua Doutrina e da verdadeira Teologia, desmontam e esmagam os maus teólogos e falsos doutores da lei, que o odeiam de morte. Estes ordinários é que o querem ver no chão. Que aguardem, cairão muito antes eles! Porque…
Pedófilos, quem?
João Augusto Rdrigues,
Jornal O Liberal – Belém
A imprensa tem reproduzido nos últimos dias, em todo o mundo, notícias veiculadas por grandes jornais dos Estados Unidos e da Europa que associam alguns padres católicos ao repugnante crime da pedofilia. Além disso, a maior parte das notícias se impregna de uma ferocidade cega e avança com insinuações malévolas e acusações infamantes contra a Igreja Católica e o Papa Bento XVI.
O jornalismo, praticado muitas vezes de forma ligeira, preguiçosa e inconseqüente, buscando o sensacionalismo não procura se aprofundar na análise do problema. Casos ocorridos há dez, vinte ou trinta anos são resgatados com fortes cores de escândalo como se fossem ocorrências recentes. Denúncias são tornadas públicas de forma leviana contra o Sumo Pontífice para tentar incriminá-lo, como se fosse ele o responsável por tais atos vergonhosos ou aos culpados oferecesse o apoio da Igreja Católica.
A pedofilia é um crime ignominioso e inaceitável em qualquer circunstância. É uma conduta indesculpável, parta de quem partir ou ocorra onde e quando ocorrer. Mas o que fazem as numerosas reportagens veiculadas nos últimos dias, quando tratam dos crimes trazidos recentemente à tona na Europa se não confundir e vilipendiar o Papa Bento XVI? Quem acompanhou o noticiário ficou com a dolorosa impressão – se católico – de que a Igreja agiu de forma a desculpar e justificar tais atos.
Um jornalismo mais sério e responsável, ao contrário, deveria saudar a atitude do Santo Padre, que não hesitou em escrever uma carta plena de coragem e dignidade ao clero irlandês,
condenando os abusadores naquele país, pedindo perdão às vítimas e esperando que a justiça cumpra o seu papel. A atitude corajosa do Sumo Pontífice nem de longe tem sido acompanhada pela maior parte dos jornalistas e dos críticos, incapazes de separar a histeria anti-católica da verdade criminal.
Para ilustrar esse raciocínio segue um dado interessante, tanto mais que restrito ao país do cardeal Ratzinger. Na Alemanha foi comprovado que houve , desde 1995, 210 mil denúncias de abusos a menores. Dessas 210 mil, 300 envolveram de alguma forma padres católicos. Ou seja, menos de 0,2%. Isso significa que, por serem poucos, esses casos devem ser minimizados? Longe disso. Já disse e repito: um único caso que seja de pedofilia é sempre vergonho e imperdoável.
O problema é que se está procurando partir de casos isolados para engrossar uma campanha de descrédito e de infâmia contra a Igreja Católica e seus dignitários, tornando mais profundo o difuso anti-catolicismo ocidental que já vai se tornando um dos inexplicáveis fenômenos do nosso tempo.
Nos Estados Unidos, onde as estatísticas têm mais credibilidade, já se constatou que a presença de pedófilos, é de duas a dez vezes mais alta entre os pastores protestantes do que entre os padres católicos. De qualquer forma, muito maior que o envolvimento de líderes religiosos (católicos ou protestantes) é, por exemplo, o de professores de ginástica e treinadores de equipes esportivas juvenis, muitos deles casados.
Da mesma forma, relatórios periódicos do governo norte-americano indicam que cerca de dois terços dos abusos sexuais contra crianças não vêm de estranhos ou de educadores, sejam eles padres ou pastores, mas de familiares – padrinhos, tios, primos, irmãos e, infelizmente, até pais, muitos deles também casados.
Esses dados vêm derrubar a opinião de alguns anti-católicos, que tentam atribuir ao celibato a causa do problema. Uma atitude mais séria e responsável recomendaria um estudo mais profundo para lhe descobrir as origens e criar no seio da sociedade os mecanismos capazes de preveni-lo. Exatamente o contrário do que tem sido feito, buscando-se cobrir de desonra a Igreja Católica, cuja doutrina abraça os melhores valores da nossa civilização.
Para citar este texto:
Rdrigues, João Augusto – Jornal O Liberal – Belém – “Pedófilos, quem?”
MONTFORT Associação Cultural
OUTRO ARTIGO
http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/8988-escandalos-de-pedofilia-a-guerra-subliminar-entre-o-laicismo-e-o-cristianismo
março 26th, 2010
do Corriere de la Sera,Jornal Italiano
por Marcello Pera, Filósofo, agnóstico e senador.
A questão dos sacerdotes pedófilos ou homossexuais, que rebentou recentemente na Alemanha, tem como alvo o Papa. E, dadas as enormidades temerárias da imprensa, cometeria um grave erro quem pensasse que o golpe não acertou no alvo – e um erro ainda mais grave quem pensasse que a questão morreria depressa, como morreram tantas questões parecidas. Não é isso que se passa. Está em curso uma guerra.
Não propriamente contra a pessoa do Papa porque, neste terreno, tal guerra é impossível: Bento XVI tornou-se inexpugnável pela sua imagem, pela sua serenidade, pela sua limpidez, firmeza e doutrina; só aquele sorriso manso basta para desbaratar um exército de adversários. Não, a guerra é entre o laicismo e o cristianismo.
Os laicistas sabem perfeitamente que, se aquela batina branca fosse tocada, sequer, por uma pontinha de lama, toda a Igreja ficaria suja, e se a Igreja ficasse suja, suja ficaria igualmente a religião cristã. Foi por isso que os laicistas acompanharam esta campanha com palavras de ordem do tipo: «Quem voltará a mandar os filhos à igreja?», ou «Quem voltará a meter os filhos numa escola católica?», ou ainda: «Quem internará os filhos num hospital ou numa clínica católica?» Há uns dias, uma laicista deixou escapar uma observação reveladora: «A relevância das revelações dos abusos sexuais de crianças por parte de sacerdotes mina a própria legitimação da Igreja Católica como garantia da educação dos mais novos.»
Pouco importa que semelhante sentença seja desprovida de qualquer base de prova, porque a mesma aparece cuidadosamente latente: «A relevância das revelações»; quantos são os sacerdotes pedófilos? 1%? 10%? Todos? Pouco importa também que a sentença seja completamente ilógica; bastaria substituir «sacerdotes» por «professores», ou por «políticos», ou por «jornalistas» para se «minar a legitimação» da escola pública, do parlamento, ou da imprensa.
Aquilo que importa é a insinuação, mesmo que feita à custa de um argumento grosseiro: os sacerdotes são pedófilos, portanto a Igreja não tem autoridade moral, portanto a educação católica é perigosa, portanto o cristianismo é um engano e um perigo. Esta guerra do laicismo contra o cristianismo é uma guerra campal; é preciso recuar ao nazismo e ao comunismo para se encontrar outra igual. Mudam os meios, mas o fim é o mesmo: hoje, como ontem, aquilo que se pretende é a destruição da religião. Ora, a Europa pagou esta fúria destrutiva ao preço da própria liberdade.
No plano ético, é a barbárie de quem mata um feto por ser prejudicial à «saúde psíquica» da mãe. De quem diz que um embrião é uma «bola de células», boa para fazer experiências.
De quem mata um velho porque este já não tem família que cuide dele.
De quem apressa o fim de um filho, porque este deixou de estar consciente e tem uma doença incurável.
De quem pensa que progenitor «A» e progenitor «B» é o mesmo que «pai» e «mãe».
De quem julga que a fé é como o cóccix, um órgão que deixou de participar na evolução, porque o homem deixou de precisar de cauda. E por aí fora…
Ou então, e considerando agora o lado político da guerra do laicismo contra o cristianismo, a barbárie será a destruição da Europa. Porque, eliminado o cristianismo, restará o multiculturalismo, de acordo com o qual todos os grupos têm direito à sua cultura. O relativismo, que pensa que todas as culturas são igualmente boas. O pacifismo, que nega a existência do mal.
Mas esta guerra contra o cristianismo seria menos perigosa se os cristãos a compreendessem; pelo contrário, muitos deles não percebem o que se está a passar. São os teólogos que se sentem frustrados com a supremacia intelectual de Bento XVI. Os bispos indecisos, que consideram que o compromisso com a modernidade é a melhor maneira de atualizar a mensagem cristã.
Os cardeais em crise de fé, que começam a insinuar que o celibato dos sacerdotes não é um dogma, e que talvez fosse melhor repensar essa questão. Os intelectuais católicos que acham que a Igreja tem um problema com o feminismo e que o cristianismo tem um diferendo por resolver com a sexualidade. As conferências episcopais que se enganam na ordem do dia e, enquanto auguram uma política de fronteiras abertas a todos, não têm a coragem de denunciar as agressões de que os cristãos são alvo, bem como a humilhação que são obrigados a suportar por serem colocados, todos sem descriminação, no banco dos réus. Ou ainda os chanceleres vindos do Leste, que exibem um ministro dos negócios estrangeiros homossexual, ao mesmo tempo que atacam o Papa com argumentos éticos; e os nascidos no Ocidente, que acham que este deve ser laico, que o mesmo é dizer anti-cristão. A guerra dos laicistas vai continuar, quanto mais não seja porque um Papa como Bento XVI sorri, mas não recua um milímetro.
Mas aqueles que compreendem esta intransigência papal têm de agarrar na situação com as duas mãos, não ficando de braços cruzados à espera do próximo golpe. Quem se limita a solidarizar-se com ele, ou entrou no horto das oliveiras de noite e às escondidas, ou então não percebeu o que está ali a fazer.»
