Social Icons

Mostrando postagens com marcador internet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador internet. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de junho de 2010

EUA nomeiam o seu primeiro general para guerra cybernética

 Jornal Guardian - Reino Unido

O exército americano nomeou o seu primeiro general sênior para dirigir a cyber-guerra, ou guerra cybernética, se preferir, apesar dos temores de que a ação marque uma nova fase para a militarização do espaço cibernético.

O recém-promovido general de quatro estrelas, Keith Alexander, assume o comando do ambicioso e controverso Cyber Command do Pentágono, destinado a conduzir combates virtuais através da rede mundial de computadores. Ele foi nomeado na tarde de sexta-feira passada em uma cerimônia discreta em Fort Meade, em Maryland.

A criação da mais alta posição na cyber-guerra na América surge apenas dias depois de a Força Aérea americana revelou que cerca de 30.000 de seus soldados haviam sido transferidos do departamento de apoio técnico "para as linhas de frente da guerra cibernética".

A criação de Cyber Command é uma resposta à ansiedade crescente sobre a vulnerabilidade das redes e outros militares dos EUA para um ataque cibernético.

James Miller, vice-subsecretário da defesa para política, deu a entender que os EUA podem considerar uma resposta militar convencional para certos tipos de ataques online.

Embora Alexander prometeu durante sua audiência de confirmação perante a comissão do Senado sobre as forças armadas no mês passado que o Ciber Comando não contribuiria para a militarização do espaço cibernético, o presidente da comissão, senador Carl Levin, expressou preocupação de que tanto a doutrina do Pentágono quanto as regulamentações legais para as operações online não tinham conseguido manter o ritmo com os rápidos avanços na guerra cibernética.

Em particular, Levin expressou preocupações de que as cyber-operações americanas para combater ameaças aos EUA, roteadas através de países neutros, "poderiam ter amplas conseqüências e danos" fora dos EUA.

Os planos para o Cyber Command foram originalmente concebidos sob a presidência de George W. Bush. Desde que assumiu a presidência, Barack Obama deu amplo suporte ao tema da segurança cibernética, descrevendo-o no ano passado como "um dos mais sérios desafios econômicos e de segurança nacional que os EUA enfrentam".

Durante sua audiência de confirmação, Alexander disse que as redes do Pentágono estavam sendo alvo de "centenas de milhares de sondagens a cada dia", acrescentando que ele havia "ficado alarmado com o aumento, especialmente neste ano".

Enquanto Alexandre tentou minimizar os aspectos ofensivos do seu comando, o Pentágono foi mais explícito, afirmando na sexta-feira que o Cyber Command irá "dirigir as operações e defesa das redes de informação do Departamento de Defesa [envolvendo cerca de 90.000 militares] e preparar, quando dirigido, para conduzir operações militares no cyber-espaço de espectro total a fim de permitir ações em todos os domínios, para assegurar aos aliados dos EUA liberdade de ação no ciberespaço e negar esta liberdade para nossos adversários. "

As complexas questões que o Cyber Command enfrenta ficaram a mostra no início deste ano, quando o "Washington Post" revelou detalhes da chamada operação "dot-mil" da cyber-unidade de Fort Meade, apoiada por Alexander, para encerrar um site "armadilha" mantido em conjunto pelos sauditas e a CIA para atrair extremistas islâmicos que estariam planejando ataques na Arábia Saudita.

O Pentágono se convenceu de que o fórum estava sendo usado para coordenar a entrada de combatentes da jihad no Iraque.

Apesar das fortes objeções da CIA, o site foi atacado pela unidade de guerra cibernética de Fort Meade. Como resultado, cerca de outros 300 servidores no reino da Arábia Saudita, Alemanha e Texas também foram inadvertidamente desligados.

De igual preocupação para aqueles que se opuseram à operação, esta foi realizado sem informar aos principais membros da família real saudita, que ficaram "furiosos" por uma ferramenta de luta contra o terrorismo havia sido desligado.

A questão da guerra cibernética - e como combatê-la - tornou-se uma cada vez mais preocupante.

A necessidade de ter capacidades de guerra eletrônica, dizem aqueles que os apoiam, foi provada várias vezes pelo aparente sucesso dos ataques hostis nas redes do governo, inclusive o massivo ataque de negação de serviço (denial of service) no ano passado à redes tanto dos EUA e Coréia.

No ano passado, hackers também acessaram grandes quantidades de dados sensíveis relativos ao programa do Pentágono "Joint Strike Fighter".

As dificuldades enfrentadas pelo novo comando foram ressaltadas em março pelo ex-diretor da CIA, Michael V. Hayden, que disse que a operação na Arábia demonstrou que as técnicas de ciber-guerra evoluiram tão rapidamente que eles estavam agora ultrapassando a capacidade do governo para desenvolver políticas coerentes para orientar o seu uso.

"A Cyber guerra se movia tão rápido que estávamos sempre em perigo de criar precedentes antes que nós construíssemos uma política", disse Hayden".

Não é necessário ser muito inteligente para concluir que este cyber-exército será em algum momento utilizado contra os próprios americanos para evitar que estes utilizem a internet para difundir informações que exponham as ações ilegais do governo americano e sua agenda.

Agora que já temos os body-scanners, quanto tempo irá levar para os EUA "gentilmente cederem" mais este (des)serviço para o Brasil?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

OMS pretende criar imposto global sobre o uso da internet

< Como se a OMS já não estivesse fazendo estrago o suficiente. Desta vez, a OMS - Organização Mundial contra a da Saúde está considerando um plano para pedir aos governos para imporem impostos globais aos consumidores tais como imposto sobre atividade na internet ou imposto sobre transações financeiras (sendo que exemplificam com o CPMF do Brasil).

No relatório entitulado "Saúde pública, inovação e propriedade intelectual: Relatório do Grupo de Trabalho de Peritos sobre financiamento de pesquisa e desenvolvimento da Estratégia Global sobre Saúde Pública, Inovação e Propriedade Intelectual", é discutido um esquema de financiamento que poderia levantar "dezenas de bilhões de dólares" para a unidade de saúde pública das Nações Unidas, a partir de uma ampla base de consumidores, que passariam a ser usados para transferir pesquisas de drogas, desenvolvimento e capacidade de manufatura, entre outras coisas, ao mundo em desenvolvimento.

Para mim, me cheira mais a uma forma de controlar e dificultar o acesso à internet e encher os bolsos desta máfia.

O dito Grupo de Especialistas da OMS sugeriu também pedir aos países ricos dispor parcelas fixas de seu produto interno bruto para financiar a transferência de pesquisas a nível mundial e desenvolvimento, e bem como pedir às nações em desenvolvimento com dinheiro, como China, Índia ou Venezuela a entrar com o restante do dinheiro.

Isto acrescentaria bilhões em fundos adicionais para os cuidados de saúde internacional para o futuro - 7,4 bilhões dólares anuais dos países ricos, e 12 bilhões de nações de baixa e média renda.

Mas as idéias de tributação são as que chamam mais atenção. O painel de peritos cita vários exemplos possíveis. Entre eles:

- Um imposto de 10% no mercado do comércio de armas, o que resultaria em 5 bilhões de dólares por ano

- Imposto digital ou "Imposto do bit": o tráfego na internet é imenso e irá provavelmente aumentar rapidamente. Esta taxa traria bilhões de dólares de uma ampla base de usuários.

- Taxa sobre transações financeira, CPMF - Contribuição Provisória Sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira: um imposto sobre transações bancárias, fixado em 0,38% e cobrado sobre pagamento de contas on-line e saques, que levantava uma estimativa de 20 bilhões de dólares por ano.

O painel conclui que "os impostos vão proporcionar uma maior segurança ao invés de contribuições voluntárias," e o relatório insiste para que o conselho executivo da OMS promova todas as alternativas, e ainda outras mais, para apoiar a criação de coordenação de inovações e pesquisas de saúde globais e um mecanismo de financiamento para a revolução esperada na pesquisa médica, desenvolvimento e distribuição.

O grupo de peritos chamado "Expert Working Group on R&D financing" conta com o brasileiro José Carvalho de Noronha que é atualmente funcionário da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), um dos principais centros de pesquisas de vacinas no Brasil.
Realmente não me surpreende.

Fontes:

Fox news: U.N.'s World Health Organization Eyeing Global Tax on Banking, Internet Activity
Relatório Executivo: Public health, innovation and intellectual property: Report of the Expert Working Group on Research and Development Financing

sábado, 17 de abril de 2010

Fim da Internet Livre: Lei Draconiana para controle da internet é finalmente aprovada no Reino Unido


 Infelizmente, como temíamos, a draconiana lei de censura na internet que tem pairado no horizonte finalmente passou na casa dos comuns no Reino Unido ontem, dando poderes ao governo de restringir e filtrar qualquer website que seja considerado indesejável para o consumo público.

A “Digital Economy Bill" foi apressado pelo parlamento em uma sessão noturna após a terceira leitura da mesma.

Apenas uma meia dúzia de parlamentares estavam presentes para debater a lei, que foi totalmente suportada pelo partido conservador, e passou por 189 votos contra 47, mantendo a maioria das cláusulas originais intactas.

A lei volta agora para a "Casa dos Lordes", onde se originou, para a formalização da aprovação final.

Uma emenda em uma das cláusulas permitirá que seja possível bloquear qualquer site. Isto quer dizer que sites como wikileaks, que divulgam informações com copyright, poderiam ser bloqueados.

O Reino Unido tem uma longa história de controle sobre a internet. Quase um ano atrás que o Reino Unido tinha implantado um projeto chamado MTI (Mastering the Internet), ou "Dominando a Internet", no qual caixas pretas seriam instaladas em todos os servidores de internet para rastrear e monitorar todos e qualquer dados que trafeguem pela internet.

Eu moro no Reino Unido e não ví uma nota qualquer em nenhum jornal ou TV. Uma vergonha.
Como está aquela lei similar que estava para passar no Brasil?

Fontes
Death Of The Internet: Unprecedented Censorship Bill Passes in UK
NEWS.com.au: Digital Economy Bill could see Google blocked, Wikileaks shut down
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Bookmark and Share